Parte I: Orientações

Vocês orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’ (Mateus 6:9-13).

Há alguns dias, no meu serviço, um amigo escutava um áudio de um pastor orando, e neste áudio ele narrava à oração ensinada por Jesus, a saber, a oração do Pai Nosso.

No momento que pronunciava aquelas palavras, eu me despertava para outra forma de ver esta oração; a cada versículo nascia um novo sentimento, que me fazia conscientizar o motivo pelo qual Jesus nos ensinou tais palavras.

Então comecei a pesquisar sobre estes versos, que a cada momento me surpreende mais. Vejamos então o que Ele tem a dizer com esta oração.

Cristo, antes do ensino da oração, trás ao nosso conhecimento algumas recomendações básicas de como agir ao orar.

Em primeiro lugar, Ele nos ensina a não ser como os hipócritas, pois os fariseus, ao orar, faziam de forma que deveriam ser vistos pelos homens, agiam de maneira que ao vê-los orando achavam que era exemplo de santidade, porém Jesus se referiu a eles como sepulcro caiado, que são belos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e imundícias (Mt 23:27).

Nesta orientação, Cristo se refere que devemos orar a Deus e não aos homens, sem necessidade de mudar o tom e o timbre da voz, usando palavras difíceis como demonstração de sabedoria e santidade, porém seu coração está podre, a mente influenciada pelo pecado e pelo mundanismo.

Que nós possamos estar em oração e santidade com o Pai, entrando em nosso quarto na mais profunda intimidade, conforme nos demonstra a segunda orientação.

No versículo 6, Cristo expressa que devemos entrar no quarto, fechar a porta e orar ao Pai que está em secreto. Teria Ele dito que não devemos orar em público? Pelo contrario, ao dizer isso, Jesus orienta que, estando só ou em publico, a oração deve ser intima, sem demonstração de soberba e egocentrismo desenfreado como vemos em alguns púlpitos da igreja contemporânea. Assistimos homens e mulheres no momento da oração, utilizando palavras que muitas vezes estão cheias de orgulho e soberba e que nem elas sabem o que estão dizendo.

Muitos utilizam as repetições como ferramenta de oração, sendo que Jesus nos demonstra que tais repetições são vãs. Esta orientação, citada no versículo 7, foi direcionada aos gentios que acreditavam que ao se expressarem aos deuses Baal e Diana, repetitivamente, cansariam da insistência e os abençoariam conforme pedido.

Os gentios acreditavam que fazendo assim controlariam seus deuses, por isso a orientação de Jesus.

Nós não podemos controlar Deus, Cristo não disse para não repetirmos orações, mas sim para não usar tal artificio achando que assim conseguiríamos a piedade do Pai, controlando sua vontade soberana.

Intimidade, sinceridade, simplicidade, são alguns dos requisitos que Cristo anseia em ver seus filhos utilizando ao se direcionarem ao Pai em oração.

O quarto, lugar de intimidade, onde somente quem está sabe o que acontece, ou seja, ao orar olhe para dentro de si, veja os lugares mais obscuros, onde os sentimentos que estão escondidos não deixa você se deleitar nas mãos do Senhor, será lá onde Deus deseja te encontrar, onde as lagrimas serão suas únicas palavras, onde o bater pulsante do coração será o único barulho soando nos ouvidos do Pai, e o Espirito Santo a única pessoa entre ti e Ele.

Orai sem cessar (I Ts 5: 17). E que o Senhor possa conceder as vossas petições, segundo a Sua vontade. Amém.

Roberto Viana

#avivamentoemreforma

Curta Nossa Página

Anúncios